Artista plástico + Coletivo Mata Adentro

Conteúdo Geral

Da pintura ao ambiente

A pintura ganha o espaço. As pinturas do Ateliê ganham tridimensionalidade com camadas de chapas de acrílico e pinceladas desmaterializadas. O espaço acolhe as pinturas ao mesmo tempo que elas se expandem pelo ambiente.
Objetos escultóricos convivem em uma profusão de elementos que remete a verticalidade das matas em uma mistura híbrida entre o geométrico e o orgânico.


Verde cidade afora

Os cachepôs Mata Adentro são confeccionados por recipientes plásticos industriais envelopados com madeira de demolição entre ripas coloridas garimpadas nas caçambas da metrópole. Além de serem protegidos por verniz UV, eles tem rodinhas resistentes e bandejas removíves para o excesso de água.

Em sua maioria, os cachepôs são modulares, podem combinar entre si e dispensam os pequenos vasos de plástico ou cerâmica, pois eles  já vem com seus próprios recepientes de terra e plantas. O divertido é a possibilidade de arranjos em diversos níveis, texturas e funções. Bancos, baús de ferramentas ou fontes d’água convivem entre as plantas compondo um ambiente articulado para todas as idades.

Quais plantas?  Dependemos da incidência de luz natural, vento, disponibilidade de irrigação e o gosto e necessidade de cada um para decidir a composição das espécies. Tanto internamente como externamente, nossos cachepôs tem a função de compor ambientes verdes aconchegantes onde não seja possível plantar direto no solo e ainda ter a tranquilidade de participar de uma ação consciente de renovação de recursos.

Os projetos são feitos por encomenda e abaixo seguem alguns modelos ja executados e custos para ilustrar as possibilidades.

O ateliê Mata Adentro também cria por encomenda o jardim vertical. Uma delicada solução paisagística de enormes benefícios para o ambiente. Ao invés de muros opressores, criamos estruturas verticais onde um sistema de irrigação suporta cada vaso suspenso. Com temporizador automático ou não, é possível criarmos as mais variadas composições de cores e espécies nos limites naturais. Nas fotos abaixo podemos ver como fica interessante intercalar pranchas de madeira e plantas, um espelho d’água, esculturas e pedras. É um verdadeiro ecossistema que atrai pássaros e traz de volta a umidade do ar tão necessária hoje em dia.

Contate: bueno@mataadentro.com.br, ou pelo celular +11 9218 0038


Grafismo Xikrin para Yves Saint Laurent

RODRIGO BUENO NO SPFW 06/09 from bruno galan on Vimeo.

Pintura/instalação/performance para C&A em homenagem ao Smoking feminino risca de giz de Yves Saint Laurent num paralelo com os grafismos indígenas Kaiapó-Xikrin do Cateté. SP Fashion Week 06/09, Pavilhão da Bienal de São Paulo, Parque Ibirapuera.
Materiais: Tinta acrílica, xilogravuras, madeiras, folhas, cipó e serigrafia.

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Grafismos da pintura corporal dos índios Xikrin formam as riscas de giz para o Smoking Feminino de YSL. Patrocinio C&A SP Fashion Week verão 2009

Projeto para pintura ao vivo de 17 a 22 de junho no Pavilhão da Bienal, Parque Ibirapuera São Paulo

Agradecimentos especiais:

Artista Rubens Espírito Santo e ao mestre da gravura Flavio Camargo, ambos do Ateliê do Centro, e aos artistas Jorge Nasi e Nilva Campedelli.

Fotos Douglas Garcia
Edição Bruno Galan e Douglas Garcia
Trilha: DJ Periférico ” A cor que falta” pro Z’África Brasil


Jibóia – pintura e serigrafia sobre tela e chapa de acrílico

Jibóia – Pintura acrílica sobre tela e serigrafia sobre chapa acrílica e madeiras recuperadas.

Okê Arô Baba! Ewê Aça!


BATE FOLHA PARA ZUMBI! 20 DE NOVEMBRO!

Foi um sucesso!

Dia 20 de novembro – quinta-feira, Feriado, dia da Consciência Negra, da Força Quilombola:

 

Finalizando o Festival Reverberações aconteceu n Ibirapuera o primeiro

BATE FOLHA PARA ZUMBI

Dia 20 de novembro,  das 14hs as 19hs, no feriado dia da Consciência Negra.

Batucajé! Ageum da corimba! Kizumba Ewé Zumbi!

Ritual de Cura do Povo, da cidade, da memória!

Ação coletiva entorno da origem da batida: do útero ao tambor, do quilombo à rua. Um grande encontro de percussionistas, poetas, dançarinos entre outros criadores pela liberdade.

Chegamos devagarinho, muito movimento no dia de sol e brisa fresca, esteiras de taboa, gamelas de frutas, Flavia caprichou nos pães, queijos, chás, café quentinho, biscoitos enquanto o Bueno garantiu o tradicional bolo de fubá da fada Lene, um com goiabada e outro com erva doce. Não faltou o pão de queijo, sucos e a cervejinha amiga. Publicações do nosso parceiro Centro Cultural da Espanha, o Reverberações rendeu em sua terceira edição, promissoras relações. Agradecemos a Rose da UMAPAZ, a Cyra e ao Flávio do viveiro Manequinho Lopes, sem esquecer da carinhosa atenção da Erika que cuida dos eventos do parque em sintonia com a administração do Ibirapuera. Foi um sentimento de pertencimento à cidade. Sob as árvores, o sol pulverizava raios de luz unindo a todos. Um mini gerador ligado a 2 microfones, um par de pick ups, uma mesa amplificada, uma bateria, duas caixas, 2 atabaques, 3 djembés, 3 surdos, 4 repiques, pandeiros, maracas, cabaças entre tantos outros, fizemos uma festa inédita sem ofender os limites do espaço aberto, foi uma fartura de fluidez e limpeza de alma.

Tivemos a presença ativa do coletivo canadense Nomadic Massive formado por músicos e MCs do Haiti, Barbados, França, Argentina e Argélia; membros do Okê Arô, como Theo Werneck, Paula Pretta, Guilliano VJ Scan; do Z’África Brasil veio o MC Gaspar, acompanhado dos b-boys Banks e Subverso, Timbó e Euller do UMOJÁ, mais o MC Kenia, DJ Marco,  ainda contamos com a vibração do grupo percussivo infanto juvenil Tambolano liderado Oswaldinho, além do equipado Curumim, entre outros parceiros que foram se somando entre anônimos e conhecidos,  fechamos a roda com os irmãos Trindade, Manoel e Zinho. Um sonho quilombola abrindo o verão de coragem e inspiração.

A cura dessa nossa identidade retalhada depende da costura dos elementos de cultura. A força das partes junta-se hoje ao todo, a linha e a agulha, é o ritmo e a palavra Griot, é o macumbreique e o lundu, é a folha e o encanto, é a ação pela reparação.  Contamos com os guerreiros das idéias, virtuosos das canetas e acadêmicos da rua. Coletivos ativistas, amantes e artistas em geral a cavocar a terra da memória, semear a alma e colher nossa herança presente, vieram caboclos de todas as cores cirandar e se reconhecer!

Curumim e DJ Marco comandam parte do Bate Folha Pra Zumbi, dia 20 de Novembro de 2008.

Sob as árvores do Ibirapuera!
Gaspar e Kenia entram na roda…

Depois do Soul Clap d Nomadic Massive, Paula Pretta abre o espaço! Ogunhê!

Zinho chega pra encerrar!

MAIS INFORMAÇÕES

www.reverberacoes.com.br <http://www.reverberacoes.com.br/>


O trabalho que não coube no vazio


O trabalho que não coube no vazio
O Terreiro e a Bienal. O desencontro em vivo contato.

O convite para ativar o espaço de aproximadamente dois mil metros quadrados para a Bienal chegou como uma fresta na rigidez da estrutura da instituição. O espaço semi-aberto proposto para a ocupação, em meio à aridez do asfalto, na Praça dos Mastros (hoje sem as bandeiras), serviu de inspiração para a ocupação do ambiente.
 
A força da terra, do tempo que racha o asfalto e faz brotar o verde, das ervas que pulsam resistentes, remete às tribos indígenas que foram expulsas pelos posseiros bandeirantes, nos rastros do invasor Pedro Álvares Cabral, até hoje entronado em pedra e bronze.

O tema ‘vivo contato’ inserido no convite foi a motivação para criar um lugar de encontro entre as forças pulsantes, um lugar aberto onde as diferenças poderiam dividir sua própria origem, assim como faço no ambiente aberto do ateliê-mocambo Mata Adentro, que recebe fontes de cultura de todos os cantos.
 
A curadoria pediu um ambiente de convívio festivo, unindo os elementos da cultura, como artes visuais, música, plantas, dança, poesia e comida, além de agregar um receptivo para as iniciativas culturais que seriam convidadas a participar do programa educativo. A idéia era amplificar, no Terreiro, o ambiente de sensibilização naquele espaço, através do aconchego sensorial, utilizando resíduos como matéria-prima que escolhi para construir esta ponte ambiental.
Já há muito tempo o uso de resíduos faz parte do meu trabalho. Para a ocupação da Bienal, usaria resíduos materiais e imateriais. Resíduos que contêm memória e peso. Resíduos da nossa cultura fragmentada, carente de reparação, auto-estima e dignidade. Resíduos do parque, das ruas e principalmente das caçambas das montagens que sustentam a Fundação Bienal.
 
Porém a relação entre os grupos que fazem do Parque um ser vivo e a Bienal gerou vácuos de diálogo difíceis de contornar.
 
O Terreiro, como extensão da grande praça, projeto luminoso que buscava a celebração sem catracas, que ainda convidava o povo periférico, em suas realidades de vivíssimo contato, se transformou em problema.
 
Assim, o Terreiro não coube na 28a Bienal. Ainda assim, em contrapartida e inconscientemente, a curadoria propôs uma performance para o dia 20 de novembro, dia da Consciência Negra, dia de Zumbi.
 
Cheguei a cogitar a ação ‘Bate Folha para Zumbi’, um ritual em torno da origem da batida, da raiz da rua.
 
Sondei as bases da família de poetas, músicos, artistas, ativistas quilombolas que lutam por uma nação justa e que se reúnem em uma rede de iniciativas de cultura espalhadas pela cidade como também no espaço Mata Adentro. A resposta é que não vemos credibilidade na instituição para tal celebração.
 
A festa de Zumbi é expressão conjunta e alternada de vozes e fazeres, amplifica o discurso político de diferentes gerações.
 
Decidi declinar da participação na 28a Bienal de Artes de São Paulo.
 
Agradeço o convite de participação e desejo boa sorte para que a instituição encontre outros caminhos, pois o momento de renovação é inevitável.
 
Cordialmente Rodrigo Bueno 

 


Pesquisa Terreiro

[Galeria não encontrada]

 

O Terreiro é o espaço comum, lugar de encontro aberto.
Um convite a mata anterior, a memória interior.  Uma evocação à natureza latente no espaço presente. A essência da mata original ainda pulsa entre as rachaduras do monumento efêmero.

O projeto imaginado para 28a Bienal de São Paulo, integrava um corpo de assistentes para pesquisa, são eles:

Juan David Uribe SaavedraDesigner industrial especializado em reciclagem de resíduos, funcionalidade, assistente da obra de Rodrigo Bueno no MDE07, atualmente mestrando Universidad Autónoma de Barcelona.

Marlon Uberni Vasquez SilvaArtista plástico formado pela Universidad Nacional de Colômbia, criação de novas linguagens documentais para Corantioquia. 

Lucas Sánchez Rendón, Comunicador social, formado pela Universidad Bolivariana de Colômbia, documentarista e realizador do Departamento de TV/WEB da Universidad Nacional de Colômbia, especializado em programas audio visuais de arte e educação

Objetivos:

1-Documentar a cadeia de ações geradas pela série de encontros e vivências favorecidas no Terreiro. Selecionar uma compilação de testemunhos e imagens que dêem conta por um lado, da genealogia dos materiais utilizados; e por outro, da relação entre as pessoas e sua identidade, inserida no meio ambiente local e o global.

 2. Montar um página virtual onde possa se hospedar recursos que dêem visibilidade à rede de forças envolvidas em todo o processo de montagem e a ativação do espaço. Expondo assim, a estrutura que conjuga os diversos elementos da cultura em constante movimento.

3- Construir um ambiente de interação e sensibilização no qual se revelem as pontes entre o espaço expositivo ocupado e o contexto dos atores convidados. Germinar conexões vivas na construção do tempo comum, terreno de memória de ação individual e coletiva em tempo presente.

4-Criar projeto de iluminação de acordo com os princípios de reciclagem de materiais e planos reflexivos da luz natural e artificial, orientando a fluidez do público, orquestrado pelo jogo de transparências e multiplicidade de planos.

Metodologia

1-Participação e registro do cotidiano da pré-montagem até a ativação do espaço e desmontagem.

2-Edição de textos e material áudio-visual.

3-Acompanhamento e levantamento de lastro teórico e prático.

4-Dar continuidade aos planos de ação dos projetos iniciados na Colômbia e Espanha e Brasil.

 

Parceiros em potencial:

 Secretaria Municipal de Verde e Meio Ambiente, (DEPAVEs, UMAPAZ)

 Secretaria Municipal de Saúde (CECCO Ibirapuera)

 ONG Pueras Reciclagem de resíduos recicláveis.

 Universidad Nacional de Colômbia Universidad Nacional de Colômbia, Departamento de Comunicação, Bogotá, Colômbia.

Corantioquia, Corporação responsável da gestão, proteção e promoção dos recursos ambientais do Departamento de Antioquia, Colômbia.

Universidad Autónoma de Barcelona, Espanha

 

 

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