Trato Letrado SESC V. Mariana
Utilizando elementos descartados nas ruas, o Atrium de Leitura é
Leitura criatura,
Parceira viva e taciturna
Água fluída parede dura
Espaço escasso em território vasto.
Entre páginas navego:
Mar, rio, lago, porto de fino trato.
Atrium – pátio de contágio letrado
Palavra da roça ao palácio.
Mistério farto de escolha e amparo.
Fruto de vez, fome de cachorro, vôo de canário.
Geométrica madeira, cria linhas e costura o fato
Parente veiaco, retinto descalço planta o mastro.
Dentro da gente é pintura, é cantiga e dança,
Cheiro de comida acende memórias. Lança. Retrato.
Luz e sombra sou árvore que de sonho me refaço.
Direto da Roça

Carrapatos a parte, o atelier Mata Adentro invade a antiga leiteria durante o 10º Festival de Arte da Serrinha. Utilizando descartes da fazenda, a leiteria recebeu a instalação Retomada. Iluminado pelo céu generoso entre muito improviso e novos e velhos amigos, estávamos no colo da natureza.
Ponto de Equilíbrio
Encerrou dia 14 de novembro 2010 a mostra Ponto de Equilíbrio no Instituto Tomie Ohtake em São Paulo. 
“As grandes instalações de Rodrigo Bueno poderiam ser revisitações em chave contemporânea dos penetráveis de Hélio Oiticica. Deles, recuperam e atualizam a euforia participativa, e principalmente, um autêntico engajamento ecológico (no sentido amplo, social, que o termo carrega) capaz de transcender o momento efêmero da exposição para fazer-se mensagem – quase um manifesto de uma visão do mundo que o artista encarna de maneira apaixonada. Aqui nessa floresta que contudo, quase paradoxalmente, se revela surpreendentemente geométrica, o observador é convidado a parar e refletir, se quiser sobre a artificialidade da natureza e a natureza do artificial.” Agnaldo Farias e Jacopo Crivelli Visconti são curadores
Sem eira nem beira é nome da instalação criada pelo ateliê Mata Adentro para a mostra coletiva Ponto de Equilíbrio
Utilizando refugos da cidade foi criado um diálogo de paradoxos com a arquitetura do espaço expositivo. Um bosque urbano parece surgir do interior do maciço concreto em composições suspensas ou fragilmente apoiadas. Plantas e água sugerem um recomeço, enquanto a crueza dos materiais fala de memória e identidade.
De 21 de setembro a 14 de novembro
Ponto de Equilíbrio
Curadoria : Agnaldo Farias e Jacopo Crivelli Visconti
Mostra Coletiva com artistas que atuam desde a década de 1970
A tensão entre estabilidade e movimento é o tema da exposição Ponto de Equilíbrio, que reunirá obras de 35 artistas no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, a partir do próximo dia 20. Dentre os participantes, estão nomes importantes da arte contemporânea brasileira, como Tunga, Waltercio Caldas, Nelson Felix e Iran do Espírito Santo. A mostra tem curadoria de Agnaldo Farias e Jacopo Crivelli.
Segundo os curadores, o equilíbrio atingido pelas obras da exposição precisa ser constantemente renegociado, conquistado e discutido. “Trata-se, enfim, de um equilíbrio instável, expressão que, exatamente por ser um oxímoro, resume bastante bem a situação de tensão, talvez até de paradoxo, que a exposição quer identificar”, afirmam.
Além dos já citados, participam da mostra Afonso Tostes, Amália Giacomini, Ana Paula Oliveira, André Komatsu, Angelo Venosa, Cadu, Caetano de Almeida, Caetano Dias, Carmela Gross, Cláudio Mubarac, Delson Uchoa, Detanico e Lain, Eduardo Climachauska, Inaê Coutinho, José Bechara, José Damasceno, Karin Lambrecht, Laura Vinci, Lia Chaia, Marcelo Moscheta, Marcos Chaves, Mauro Restiffe, Maxim Malhado, Milton Marques, Monica Nador, Nicolas Robbio, Raul Mourão, Rodrigo Bueno, Sergio Sister e Tony Camargo.
A exposição ficará em cartaz até 14 de novembro.
O Instituto Tomie Ohtake fica na Avenida Faria Lima, 201, e o horário de visitação é de terça a domingo, das 11h às 20h.
A entrada é franca.
Uhu!
ENTRELAÇO
Encerrada dia 29 de agosto a exposição Ecológica no MAM.
A instalação ENTRELAÇO multicolorida em suas madeiras raras, galhos e plantas, se alimenta da força verde que brota pelas frestas do concreto.
- É uma homenagem à vitalidade do solo que come de volta a cidade que o engoliu.
- Os resíduos da cidade renascem em estruturas interconectadas e surgem como um chamado para uma arquitetura híbrida da mata urbana.
- O resultado reflete um desdobrar de questões essenciais como a coexistência e a origem, o lugar de troca e encontro, da semente ao fruto, de dentro para fora.
- É proposto um ambiente pleno de memória natural em constante movimento.
- O visitante é convidado a sentar, observar o espaço, levar um folha de arruda, um urucum…
- Dia 21 de agosto, sábado a tarde, acontece o BATE FOLHA CABOCLO, uma roda de música e comida sob as árvores do parque. Chegue para dividir e se divertir. Convite e mapa abaixo:
Aconteceu no sábado dia 21 o segundo
BATE FOLHA CABOCLO
As raízes da música sob as árvores do parque.
Ação coletiva entorno da origem da batida: do útero ao tambor, do quilombo à rua. Um encontro de artistas, músicos e poetas celebrando a natureza.
Ação parte da obra Entrelaço que integra a exposição Ecológica no MAM
Convidados confirmados:
Paula Pretta
Ilcéi Mirian
Vitor da Trindade
Zinho Trindade e o Legado de Solano
Gog
Maca
Curumin
DJ Komodo
DJ Marco
Dj Erry G
Grafismo Xikrin para Yves Saint Laurent
RODRIGO BUENO NO SPFW 06/09 from bruno galan on Vimeo.
Pintura/instalação/performance para C&A em homenagem ao Smoking feminino risca de giz de Yves Saint Laurent num paralelo com os grafismos indígenas Kaiapó-Xikrin do Cateté. SP Fashion Week 06/09, Pavilhão da Bienal de São Paulo, Parque Ibirapuera.
Materiais: Tinta acrílica, xilogravuras, madeiras, folhas, cipó e serigrafia.
Grafismos da pintura corporal dos índios Xikrin formam as riscas de giz para o Smoking Feminino de YSL. Patrocinio C&A SP Fashion Week verão 2009
Projeto para pintura ao vivo de 17 a 22 de junho no Pavilhão da Bienal, Parque Ibirapuera São Paulo
Agradecimentos especiais:
Artista Rubens Espírito Santo e ao mestre da gravura Flavio Camargo, ambos do Ateliê do Centro, e aos artistas Jorge Nasi e Nilva Campedelli.
Fotos Douglas Garcia
Edição Bruno Galan e Douglas Garcia
Trilha: DJ Periférico ” A cor que falta” pro Z’África Brasil











