Artista plástico + Coletivo Mata Adentro

Encontros

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A necessidade do encontro

O encontro maior é a com a rua, com céu, com a natureza. Na visão do todo, do rizoma, é que a gente se vê. O sistema que rege tudo em diversas engrenagens inter-independentes. Mas ao longo do nosso processo histórico perdemos muitas referências de nossas tribos, clãs e nações perdidas entre diásporas e guerras de dominação. No entanto a força regenerativa da humanidade, segue renascendo a cada geração. Parece difícil acreditar que nesse caldeirão mestiço, em meio ao total caos midiático, exista espaço para pensamentos otimistas.

Ao tentar para de respirar, sinto a involuntariedade da vida que resiste em inflar meus pulmões. Minhas unhas continuam a crescer alheias a minha vã autoridade. Somos parte da natureza, um só sistema universal que rege nossos encontros e desencontros, tudo em função da vida. Essa misteriosa incessante força motriz que insiste em nos relacionar com tudo e com todos. É justamente nesse constante e inevitável  encontro, que brota do encontro íntimo consigo mesmo, nasce a necessidade natural de colaborações coletivas. É o convívio que nos ensina  que a troca, intuitivamente restaura a trama social, o ambiente, entre conflitos e ilusões, a prática do tropeço, aponta o fruto da sabedoria na ponta do galho da humildade.

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